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quinta-feira, agosto 18, 2011

Conjuntinhos são aposta da moda nas próximas temporadas. Saiba por quê

Partes de baixo combinando com as de cima são tendência do inverno 2011 gringo e de nosso verão 2012

Cena do filme "As Patricinhas de Beverly Hills" (Reprodução)

Lembra das Patricinhas de Beverly Hills? Então, ainda que não uma retomada daquela moda do meio dos anos 1990, há um certo elemento daquele estilo ensaiando um retorno para as próximas temporadas: o conjuntinho.

Você com certeza lembra dele! As partes de baixo fazendo par ou complemento com as de cima. Tudo bem combinandinho. Foi assim em muitos desfiles gringos para o inverno 2011 (que aconteceram entre fevereiro e março deste ano), como Marc JacobsJil SanderMarni,Bottega Veneta e até a Miu Miu. Meses depois, pegando carona na onda da moda de fins dos anos 1950 e 1960, os conjuntinhos voltaram a aparecer só que nas passarelas do Fashion Rio e SPFW.
Conjuntinhos de Alexandre Herchcovitch, Têca e Reinaldo Lourenço (Agência Fotosite)
Conjuntinhos da British Colony, Triton e 2nd Floor (Agência Fotosite)
Conjuntinhos de Walter Rodrigues, Andrea Marques e Cori (Agência Fotosite)

Para entender o motivo desse retorno, uma da interpretações possíveis é esse certo caretismo ou, para quem preferir, uma vontade de bom comportamento que vem crescendo na moda. Já durante os desfiles internacionais, no começo deste ano, havia essa vontade por um estilo mais conservador. Olhando para a moda dos anos 1930 e 1940, não por acaso tempos também de incertezas econômicas e sociais, estilistas apostaram nos conjuntinhos quase como portos seguros. Afinal, não é de hoje que, sempre que o mundo desanda em alguma seara (política, social ou econômica), a moda assume formas mais certinhas.

E aí, vai aderir?

Por Luigi Torre

quinta-feira, junho 23, 2011

Confira 12 coincidências fashion das passarelas

Foto: Agnews/Getty/Montagem/Terra
Listrinhas - a Prada colocou no desfile de verão, em setembro de 2010, para homens e mulheres, listras coloridas e de tamanhos diferentes. Por aqui, a inspiração chegou em marcas como Cori, para mulheres e R.Groove, para os homens
Foto: Getty/Agência Fotosite/Montagem/Terra

Listrinhas importadas - New Order trouxe as listras também para seus acessórios (a marca não vende roupa, mas para apresentação vestiu as modelos com listrados que lembram muito os da Prada). As bolsas também vêm listradas, como as da grife italiana, assim como a sola de borracha pata-de-vaca dos sapatos
Foto: AgNews
Renda preta - o tom claro, amarelado, combinando com renda preta, pode ser visto nos desfiles de São Paulo das grifes Iódice, no vestido mais soltinho, e Samuel Cirnanski, na peça de látex, mais ajustada
Foto: AgNews
Cada um no seu quadrado - a geometria é um dos pontos fortes da estação. Podem vir nas estampas ou no entrelaçamento de tiras ou cortes a laser, deixando vazados quadriculados para a pele aparecer. Maria Bonita usou o recurso na saia branca; Gloria Coelho, na jaqueta preta; Ronaldo Fraga, na calça comprida, combinando com a blusa em preto e branco; e a Amapô, trabalhou com vazados no vestido de crochê

Foto: AgNews
De paletó - os paletós claros, com ou sem brilho, entram definitivamente no guarda-roupa feminino, com a proposta da alfaiataria suavizada para a mulher. British Colony fez com tecido brilhante; a Cori apostou na peça mais ajustada, assim como Walter Rodrigues

Foto: AgNews
Mar colorido -O color blocking, cores fortes no mesmo look, chegou à moda praia nas passarelas brasileiras. Maiôs aparecem com listras em tons vibrantes no desfile da Blue Man e da Água de Coco
Foto: AgNews

Imensos coqueirais - outro exemplo de tropicalismo são as estampas de coqueiros, principalmente na moda praia, como nos maiôs da Água de Coco e de Pedro Lourenço, este com estampa de Lelli de Orleans e Bragança
Foto: AgNews

Imensidão branca - as pantalonas brancas, bem largas, agradaram os estilistas brasileiros em cheio. Na maioria das vezes, elas complementam o look inteiro branco, como na proposta de Paula Raia. Podem vir com tops mais curtos gráficos, sugerido por Andrea Marques ou com paletó em off-white, de Walter Rodrigues
Foto: AgNews

Grafismo - o preto-e-branco ganha destaque nas coleções de verão, não apenas em peças lisas combinadas entre si. O jogo gráfico no mesmo item, como blusas e vestidos, é uma das apostas dos estilistas. A saída de praia da Salinas forma desenhos que lembram guarda-sóis vistos de cima; a Neon, sempre gráfica, também aposta no p&b, como no shorts e na blusa. Ronaldo Fraga, que fez seu desfile inteiro nos dois tons, traduziu a tendência nesse look que lembra as roupas dos pierrôs
Foto: AgNews

De gravatinha - gravatas dão um toque de "joãozinho" no visual das meninas. Nos desfiles da SPFW, dois estilistas optaram pelo look para suas garotas. Ronaldo Fraga, com sua inspiração em Noel Rosa, trouxe, além de Pierrôs e Colombinas, marinheiras.Uma dessas veio com gravatinha. Na sua estreia em roupas femininas, Mario Queiroz colocou uma gravatinha com brilho na modelo Isabel Hickmann
Foto: AgNews

No fundo do mar -O maiô engana-mamãe insiste em aparecer nas passarelas, mas fica longe de nossa realidade praiana. Isso, porém, não tira a beleza da imagem de moda. As semelhanças entre as peças da Triya, inspirada na textura e no reflexo das conchas do mar; e da Cia Marítima, com estampas de cobra, aparecem até na tonalidade arroxeada
Foto: AgNews

Verdes matas - o espírito tropical chega às estampas de várias formas. Uma delas são desenhos de folhas grandes, que podem vir em várias peças, como nesses vestidos longos de Fause Haten, feito de couro fino; e de Adriana Degreas, com um ombro só

Fonte: TERRA

sexta-feira, janeiro 21, 2011

Dez looks masculinos para usar no verão com preços a partir de R$10,00.

Confira o editorial exclusivo do iG Moda com looks para ficar bem-vestido na temporada mais quente do ano

Vestir-se bem no calor não é tarefa impossível e não se restringe à beira-mar nem ao ar condicionado. É possível andar na linha, sim, mesmo quando os termômetros marcam mais de 30 graus. As mulheres podem apostar em vestidos e saias a favor do conforto. Já os homens podem recorrer às bermudas e, quando não podem usá-las, a materiais mais leves e às fibras naturais, que são mais frescas.
Para te ajudar a ficar bem-vestido mesmo nos dias mais quentes, o iG Moda preparou um editorial que traz dez sugestões de looks, com opções para a praia, o trabalho e a balada. Há também opções para usar nos dias mais amenos. Confira!
Créditos
Produção de Moda e Styling: Amanda Berndt e Ariana Monteiro
Consultoria: Lula Rodrigues
Modelo: Jean Kuller (Ten Models)
Beauty Artist: Ester Ganev
Fotos: David Santos Jr.
Camisa Lacoste, R$ 229; bermuda VR, R$ 139; câmera Lomography, R$ 140; relógio Champion, R$ 159; chinelo CNS, R$ 78
Camiseta Cavalera, R$ 119; bermuda British Colony, R$ 178; tênis The Craft, R$ 232
Camiseta Zapalla, R$ 105; capa Timberland, R$ 399; jeans Billabong, R$ 260; mala Sapataria Cometa, R$ 960; tênis Christian Louboutin, R$ 1.950; óculos Sáfilo, R$ 1.455
Camiseta Cavalera, R$ 99; blazer Reserva, R$ 599; calça Ellus R$ 398; cordão com pingente de relógio Nixon, R$ 358; dockside Jorgito Donadelli, R$ 217
Camisa Ricardo Almeida, R$ 657; costume Camargo Alfaiataria, R$ 5.990; gravata B.Luxo, R$ 25; sapato, R$ 298, e cinto Sapataria Cometa, R$ 98
Camiseta Hering, R$ 20; short Zapalla, R$ 178; óculos escuros Balenciaga, R$ 1.380; relógio Swatch, R$ 250; Havaianas, R$ 10
Polo Marisa, R$ 14; costume Camargo Alfaiataria, R$ 5.990; óculos Marc Jacobs, R$ 805; relógio de bolso Nixon, R$ 358; dockside VR, R$ 329
Bermuda Lacoste, preço sob consulta; Havaianas, R$ 25; relógio Champion, R$ 159
Cardigã Reserva, R$ 239; sunga Blue Man, preço sob consulta; óculos Giorgio Armani, R$ 1.545
Polo Marisa, R$ 14; Bermuda Timberland, R$ 179; relógio Nixon, R$ 687; mocassim Sergio K., R$ 120

Fotos: David Santos Jr/Fotoarena

Serviço
B. Luxo, tel. (11) 3062-6479
Billabong, tel. (11) 3081-2798
Blue Man, tel. (11) 3085-0476
British Colony, tel. (21) 2227-4105
Camargo Alfaiataria, tel. (11) 3073-1404
Cavalera, tel. (11) 3063-5700 
Champion, tel. (11) 3062-4404 
Christian Louboutin, tel. (11)3032-0233
CNS, tel. (11) 3254-8400
Ellus, tel. (11) 3552-6699
Havaianas, SAC 0800 7070 566
Hering, SAC 0800 473 114
Jorgito Donadelli, tel. (11) 3083-7878
Lacoste, tel. (11) 3083-2400
Lomography, www.lomography.com.br
Marisa, tel. (11) 3383-7222
Nixon, tel. (11) 3081-2798
Reserva, tel. (11) 3032-8722
Ricardo Almeida, tel (11) 3812-6947
Sáfilo, SAC 0800 701 2097
Sapataria Cometa, tel. (11) 3814-1204
Sergio K, tel. (11) 3083-1789
Swatch, tel. (11) 3819-0018.
The Craft, tel. (11) 3045-2361
Timberland, tel. (11) 3028-5367
VR, tel. (11) 3081-2919
Zapalla, tel. (11) 3845-0311


Por Amanda Berndt e Ariana Monteiro

sexta-feira, janeiro 14, 2011

Fashion Rio Inverno 2011 - British Colony















Fotos: Tricia Vieira / Fotoarena

British Colony - Fashion Rio Inverno 2011

quarta-feira, janeiro 12, 2011

Marcas cariocas criam o novo básico masculino

Richards, Redley, Reserva, British Colony e Osklen são responsáveis pela repaginação do guarda-roupa masculino

O Rio de Janeiro nas décadas de 70 e 80 foi um grande centro lançador de moda e contava com um grupo de estilistas e marcas cariocas responsáveis por difundir um estilo tropical, casual e elegante. No final dos anos 90, novas marcas surgiram, o calendário de lançamentos de coleção foi organizado e a moda masculina ganhou espaço neste cenário. Osklen, British Colony e Reserva, herdeiras diretas da Richards, mostram que é possível se vestir bem mesmo com um calor de 40 graus.

“O carioca evoluiu em muitos aspectos nos últimos dez anos, realizando mais intercâmbios com paulistas e gringos, abrindo restaurantes melhores, investindo em mais infraestrutura, a realização da próxima Copa e das Olimpíadas, e com todos estes fatores, o carioca melhorou seu nível de vestir. Quando um evento pedia traje passeio ou era um casamento de dia, por exemplo, ele nem sabia o que usar. Agora, blazer claro não é mais tabu”, reflete Maxime Perelmuter, criador da British Colony, sobre o novo estilo carioca.

Conheça mais sobre as marcas cariocas e seus estilistas, os quais fizeram do seu estilo de vida uma extensão para suas criações. Em comum, além de serem cariocas da gema, a criação de um novo básico, indo além do feijão-com-arroz monótono do guarda roupa masculino.

Richards: a pioneira do estilo “easy” no Brasil
“Nossa roupa é ampla, confortável, evoca a vida ao ar livre, o mundo de aventuras refinado e tropical. O estilo é casual, mas coerente com a filosofia da marca em sua refinada proposta”, foi a síntese feita por Ricardo Ferreira, fundador da Richards, durante o seminário realizado pela Folha de S.Paulo, "Construindo Marcas de Sucesso na Moda", no ano passado,

Ferreira, que nunca usou uma gravata na vida, foi mergulhador, pescador e surfista, começou aos 16 anos a fazer cintos artesanais para vender nas lojas bacanas de Ipanema. Dois anos depois, produziu com sucesso camisetas com estampa silkscreen. Em 1974, abriu sua primeira Richards com jeans desbotados que revolucionaram o mercado com o estilo desestruturado.

Em 2010, a empresa foi comprada pelo grupo Inbrands (que detém, entre outras, as empresas Luminosidade, Ellus, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch) e pretendia faturar 250 milhões de reais no ano passado.

As peças clássicas que representam o estilo Richards são as calças chino, camisas de manga longa em cores claras e estampas suaves, as bermudas largas e confortáveis, assim como as peças em linho.
Osklen: o luxo do lifestyle carioca
Oskar Metsavaht é o responsável pela Osklen que misturava roupas esporte, alfaiataria desconstruída, tecidos naturais e tecnológicos, silhueta confortável

Da loja que vendia roupas para neve em Búzios em 1989 para as atuais 55 lojas espalhadas pelo Brasil, o trajeto de sucesso percorrido pela Osklen parece que foi muito rápido. Em 1991, Oskar Metsavaht abriu sua segunda loja no Rio de Janeiro. Em 1992, fez seu primeiro desfile no Copacabana Palace, misturando socialites, surfistas, artistas e esportistas. Neste desfile já ficava claro a identidade da marca que misturava roupas esporte, alfaiataria desconstruída, tecidos naturais e tecnológicos, silhueta confortável.

Metsavaht conseguiu a façanha de suas peças serem reconhecidas a partir dos três ilhoses sempre localizados estrategicamente, muito mais eficientes que a própria logomarca em forma de coroa. Fez também que os homens adotassem sem medo a calça dhoti (com gancho mais baixo) e usar tênis do tipo flat no lugar de sapatênis.

Em suas coleções, o Rio de Janeiro é uma presença constante como inspiração, especialmente o bairro de Ipanema, que deu nome para a coleção de verão de 2007, United Kingdom of Ipanema (Reino Unido de Ipanema).

Em seus desfiles, sempre com sucesso de crítica, inclusive internacional, a Osklen mostra que o homem pode ser elegante sem precisar usar terno e gravata. Mesmo com uma pegada minimalista, sempre tem lugar para a inovação tanto na silhueta, quanto nos tecidos (com lugar especial para matérias primas orgânicas e ecologicamente corretas, como o couro de escama de peixe). As sobreposições também merecem um destaque especial.

Nas lojas da marca, é possível encontrar peças mais acessíveis em termos de moda. Um básico de cores claras, mas sempre com a aura cool. Osklen é uma marca que provoca desejo de compra, mesmo em quem não acompanha as temporadas de moda. E não é isso que todas as marcas querem?

British Colony: a fina reinvenção do básico

Looks da coleção de Verão 2011 da British Colony, de Maxime Perelmuter

Reza a lenda que filho de peixe, peixinho é. Maxime Perelmuter é filho do lendário estilista carioca Georges Henry, que contribui para tornar as mulheres muito mais elegantes na década de 1980. Perelmuter herdou do pai o gosto pelo acabamento impecável e a alfaiataria.

Desde que surgiu em 2000, com a marca British Colony, quando venceu o concurso de novos talentos da Semana de Moda do Barra Shopping, Maxime Perelmuter foi um sucesso de crítica.  Um ano depois estava na programação oficial do mesmo evento, agora como estilista. Mas foi com a repercussão do desfile Primavera-Verão do Fashion Rio em 2002 que a British Colony começou a ficar conhecida nacionalmente.

Assim, em janeiro de 2003 a marca estreou no São Paulo Fashion Week causando impacto. A coleção de inverno apresentada foi a sensação da temporada. Após seu desfile de 2006 ficou quatro anos sem desfilar para reestruturação da marca e fez volta triunfal ano passado no Fashion Rio.

“Vivemos numa época de clichês: o melhor feijão-com-arroz, o melhor hambúrguer. O homem hoje não quer doses absurdas de inovações. É um período de afirmação da sua personalidade e suas escolhas. Ele trafega tanto pelo prato do boteco da esquina, quanto de um restaurante do Alex Atala. A roupa é uma extensão da sua personalidade e da sua expressão. Com o básico ele pode fazer suas próprias combinações ou dobrar um bainha de modo diferente dos outros”, explica Perelmuter sobre o significado de Novos Clássicos, presente como subtítulo da sua marca.

Para o Inverno 2011, a British Colony foi buscar inspiração na vida aquática. “Procurei manter aquilo que a marca conquistou nestes últimos anos e sair da minha zona de conforto com cores que não estou acostumado a trabalhar como o amarelo e vermelho. Trabalho também com diferentes texturas com tricôs que mesclam tranças e efeito canelado. A silhueta varia entre as soltas e as secas, mais rente ao corpo, mas conservando o aspecto de conforto”, adianta Perelmuter.

Redley: em busca da renovação constante

Sandy Dalal, novo estilista da Redley, editou e direcionou a coleção, ou seja, vai funcionar como um preview do trabalho que ele vai desenvolver na marca

A marca completou 25 anos em 2010 com a vontade de se reinventar sempre. Quando surgiu na década de 80 conseguiu emplacar um clássico que virou febre: o tênis iate.

Em 2007 deu uma grande virada ao contratar Jüergen Oeltjenbruns, estilista alemão radicado em Nova York. Ele conseguiu aliar a história da marca e atualizá-la com as tendências internacionais masculinas que misturam as qualidades das roupas esportivas, especialmente o surf e o ciclismo (com o uso crescente do neoprene e do nylon) com uma pegada mais urbana, introduzindo elementos de alfaiataria, além de uma construção sofisticada da roupa feita por patchworks de tecidos.

Em 2010, Sandy Dalal, outro estilista internacional é chamado para continuar este caminho de sucesso apresentado pela marca. Ele é descendente de indianos, nasceu e cresceu em Nova York. Passou sua adolescência sempre próximo à indústria têxtil, da qual sua mãe fazia parte e desenvolveu um interesse pela moda que o levou a fundar Sandy Dalal Ltd em 1996 e a desfilar pela primeira vez em Nova York em 1997, antes de se formar em comércio internacional e finanças na Universidade de Pensilvânia.

Sua característica mais forte é dar um toque moderno às formas clássicas de alfaiataria através da utilização de cores e tecidos. Sandy recebeu prêmios por seu trabalho, incluindo o prestigioso “Perry Ellis Award” de moda masculina do Council of Fashion Designers of America (CFDA) em 1998. Isso aconteceu quando ele tinha apenas 21 anos – ele continua sendo o estilista mais jovem a já ter ganhando o prêmio.

As coleções da marca Sandy Dalal já foram vistas em muitos do universo da música e do entretenimento, incluindo Beck, Aerosmith, Chris Rock, Wyclef Jean, The Foo Fighters, Maxwell, John Cusack e Alan Cumming. Em setembro de 2000, a revista Details nomeou Sandy um dos “100 homens mais dinâmicos” de Nova York.

Para o Inverno 2011, o tema da Redley é Evolução. Dalal editou e direcionou a coleção, ou seja, vai funcionar como um preview do trabalho que ele vai desenvolver na marca. Quem assina é a equipe de estilo da Redley, que conta entre outros, com as estilistas Emilene Galende e Julia Valle.

Reserva: moda feita para gente de bom humor

A Reserva é a caçula entra as marcas cariocas mais descoladas e foi criada em 2003 por Diogo Mariani (à direita), Rony Meisler (centro) e Fernando Sigal (à esquerda)

Criada em 2003 por Rony Meisler, a marca carioca Reserva é uma das responsáveis por um jeito descolado e bem humorado de vestir do homem urbano.

“O  homem carioca está acostumado a usar pouca roupa. Na busca da liberdade ele acaba investindo em um estilo mais despretensioso. É exatamente isso que a Reserva faz, roupas despojadas para serem usadas em qualquer ocasião”, resume Rony Meisler sobre o estilo da marca.

Um dos motivos do sucesso da Reserva é manter acesa a chama do imaginário que os estrangeiros e outros brasileiros têm do Rio: um ar relaxado, e ao mesmo tempocool, o jeito de andar que se reflete nos cortes e caimentos das suas roupas.

“Acredito que o mercado masculino só não se expande mais pelo fato de que as marcas estão mais preocupadas com a concorrência e em estereotipar o cliente, do que em criar roupas para pessoas normais que buscam na moda mais uma representação do seu estilo de vida. Nesse sentido criamos moda para todo tipo de consumidor. Somos contracultura, despretensiosos, bem humorados e profundamente felizes. Isso se reflete nas roupas. A Reserva, bem como nossos amigos (ou clientes), é um estado de espírito, não um personagem”, reflete Meisler sobre o sucesso da marca.

Para o inverno 2011 a Reserva brinca com o fato de que a moda é cíclica. “Levantamos o velho questionamento de que o que hoje é moda já foi bacana há muito tempo atrás. O clássico é um novo velho”, se diverte Rony Meisler com um dos clichês dos textos de moda. O desfile da Reserva acontece dentro da programação do SPFW.

POR RICARDO OLIVEROS