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segunda-feira, julho 02, 2012
quarta-feira, agosto 10, 2011
No embalo da onda 60's, as túnicas são peça essencial do verão 2012
De silhuetas simples e próximas ao corpo, túnicas aparecem usadas de diferentes maneiras nas passarelas
Com os anos 1960 entre um dos principais rumos do nosso verão 2012 (e do inverno 2011 do hemisfério norte), nada mais natural do que o retorno das túnicas. Nem bem um vestido curtinho, tampouco uma blusa alongada, elas foram peça-chave da Space Age, da minissaia, do rock dos Beatles e do futurismo de Pierre Cardin, André Courrèges e Paco Rabanne, e agora retornam como umas das principais peças da nossa próxima estação.
Túnicas nas coleções de Gloria Coelho e Paula Raia (Agência Fotosite)
Túnicas nos desfiles de Tufi Duek e Maria Bonita (Agência Fotosite)
De modelagens simples, silhuetas e proporções secas e próximas ao corpo, elas apareceram nas passarelas majoritariamente de duas maneiras: uma mais nostálgica, retrô até, e outra mais atual e fresca.
A primeira bebe inspiração diretamente da década de origem, os anos 1960, quando as túnicas vinham quase sempre acompanhadas de meias-calças coloridas bem no clima futurista. Agora, porém, em vez da meia-calça ou da calça legging, a peça em questão aparece sobreposta a calças de modelagem sequinha, tipo cigarrete, ou simplesmente mais ajustadas ao corpo, como visto na Tufi Duek.
A outra maneira, mais atual e bem de acordo com os rumos da moda global, é a combinação da túnica com a parte de baixo mais ampla, às vezes até esvoaçante. Vale desde saia longa como mostrou Paula Raia (o fato de ser transparente deixou a imagem ainda mais interessante) quanto calça larga como na Maria Bonita, numa versão mais atual e tropical do look 60’s.
Por Luigi Torrehttp://revistacriativa.globo.com/Revista/Criativa/0,,EMI255850-17111,00-NO+EMBALO+DA+ONDA+S+AS+TUNICAS+SAO+PECA+ESSENCIAL+DO+VERAO.html
quarta-feira, abril 27, 2011
Pierre Cardin desfila no Iguatemi com um pé no passado
Estilista, que está no Brasil para uma série de eventos, fez apresentação de 200 looks, entre masculinos e femininos
Foto: Eduardo Lopes
Cores fortes, como pede a tendência de color blocking, na passarela de Pierre Cardin
Irregular. Isso é o mínimo que se pode dizer do desfile apresentado por monsier Pierre Cardin, um dos mais antigos estilistas em atividade, cuja história exige respeito e credibilidade. O criador, que está no Brasil para celebrar 60 anos de carreira com a abertura de uma exposição em sua homenagem, levou à passarela armada no Shopping Iguatemi, algo em torno de 200 looks, repletos de auto-referências e, por isso mesmo, irremediavelmente datados.
Cardin parou no tempo, o que, para a moda, nem sempre é um defeito, uma vez que faz parte da engrenagem reedições de propostas e influências. Tanto é assim que os melhores momentos da longa apresentação ficaram para os mini vestidos de lã usados com botinhas de cano curto, uma silhueta típica dos anos 60 que, por alguma razão insondável, volta a agradar o olhar.
O mesmo não se pode dizer dos longos drapeados com costas emendadas, ou às 'asas' de tecidos que pendem de micro vestidinhos bordados. Sem os penduricalhos, é certo que funcionariam melhor como roupa de festa. Cardin vai de básicos tricôs a elaboradas construções geométricas, passando por comportadíssimos tailleurs de tweed coloridos, até chegar a arrojos como macacões metalizados ou bordados com paetês e ótimos casacos de cores intensas, como pede a tendência do color blocking.
Já o cetim grita em grande parte da coleção, aderindo ao corpo de ingênuas new faces, ainda sem estofo para andar quilômetros como exigido em um desfile desse porte. O casting comprometeu a apresentação. Faltou pegada, firmeza e glamour. Sobrou estranhamento, especialmente para quem se habituou, no Brasil, a entender Pierre Cardin como sinônimo de jeans e ternos masculinos populares.
No mercado nacional, o nome de Cardin sofreu um desgaste por conta da distribuição irregular sofrida pela marca nos anos 90 - e da qual não se recuperou até hoje. Pierre Cardin resiste em algumas multimarcas masculinas, mas está longe de ser o que sua história e seu desfile revelam.
A moda para homens de Pierre Cardin mostrada no Iguatemi pouco dialoga com o feminino, exceto em looks unissex, bem ao gosto dos anos 70. Se a mulher Cardin gosta de panos esvoaçantes, o homem é compacto, rígido, metido em construções de tecidos tecnológicos e encorpados. O resultado parece figurino de filme antigo de ficção científica. Melhores os blazers de alfaiataria, com abotoamento rejuvenescido por ferragens no lugar de botões.
Ao final, um momento Kate Middleton, para ficar com a noiva da semana como referência. Muito laço, muito drapeado e muitas rendas fazem as ‘noivas’ de Pierre Cardin, que entrou ao final do longo desfile e foi aplaudido de pé, em sinal de respeito por sua trajetória - que inspira a exposição sobre seus 60 anos de carreia que será aberta nesta sexta-feira, também no Iguatemi, para o público em geral. Confira, na galeria, alguns dos looks apresentados no desfile retrospectiva do estilista.
Fotos: Eduardo Lopes
Desfile Pierre Cardin
Por Deborah Bresser
terça-feira, abril 26, 2011
“Nunca tive um fracasso na minha carreira", diz Pierre Cardin
Naturalizado francês, o estilista virou referência no mundo da moda com suas coleções futuristas. Conheça a história do criador
Foto: Getty Images
Pierre Cardin faz pose e toma drink para foto de um editorial, em 1966 O look completo foi desenhado por ele
Filho de agricultores, o estilista Pierre Cardin, de 88 anos, nunca imaginou que seria milionário algum dia de sua vida. Nascido numa província de Veneza, na Itália, viveu pouco tempo na região. Por conta de problemas financeiros da família, partiu com os pais para a França com menos de dois anos, em 1924. “Nunca esqueci das minhas origens. Assim como os italianos que fugiram da Itália e vieram para o Brasil, minha família fez o mesmo, mas optou pela França”, conta Cardin. Naturalizado francês, o sonho de seus pais era que ele seguisse a carreira de arquiteto (área que chegou a cursar sem se formar), mas Cardin tinha certeza que seguiria outra profissão. Com menos de 10 anos, já criava roupas para as bonecas das vizinhas.
Aos 14 anos, mudou-se para Paris e começou a trabalhar em ateliês, até que, em 1945, foi convidado para desenhar o figurino de Jean Cocteu, no filme A Bela e a Fera, que rendeu várias propostas, como a de se tornar chefe do ateliê dos alfaiates de Christian Dior. “Acho que sou o costureiro mais velho de Paris e um dos primeiros a trabalhar com Christian Dior. Eu entrava às 8h e saía às 21h todos os dias”, lembra.
Em pouco tempo, tornou-se conhecido no mundo fashion e fundou sua própria maison, em 1950. “Nunca fiz parceria com financiadores. Minha maison anda sozinha. Isso me deu muita liberdade, mas muita responsabilidade”, garante o estilista. Até hoje, Cardin é reconhecido pela revolução que causou na época, pois criava coleções futuristas, com motivos geométricos, como os ternos de astronauta e o famoso ‘vestido bolha’. Suas roupas disfarçavam as curvas femininas e contavam com uma forte cartela de cores, principalmente o verde, tom predileto do estilista.
O começo do prêt-à-porter de Cardin
Cinco anos depois, desenvolveu uma linha prêt-à-porter para a loja de departamentos francesa Printemps, causando a sua expulsão da Chambre Syndicale de la Haute Couture (Câmara Sindical de Alta Costura) que, tempos depois, o aceitou de volta ao clube. “Nunca tive um fracasso na minha carreira. Com a alta costura perdi muito dinheiro, ao contrário do prêt-à-porter, que construí meu império. E aí podia criar para a alta costura. Sempre gostei de pensar na possibilidade de que as pessoas pudessem comprar as minhas peças. Não é o vestido que é caro, são os custos gerais para produzi-lo que precisam de muito investimento.
Cinco anos depois, desenvolveu uma linha prêt-à-porter para a loja de departamentos francesa Printemps, causando a sua expulsão da Chambre Syndicale de la Haute Couture (Câmara Sindical de Alta Costura) que, tempos depois, o aceitou de volta ao clube. “Nunca tive um fracasso na minha carreira. Com a alta costura perdi muito dinheiro, ao contrário do prêt-à-porter, que construí meu império. E aí podia criar para a alta costura. Sempre gostei de pensar na possibilidade de que as pessoas pudessem comprar as minhas peças. Não é o vestido que é caro, são os custos gerais para produzi-lo que precisam de muito investimento.
Foto: Divulgação
No prêt-à-porter, Pierre Cardin quebrou barreiras e lançou, por exemplo, meia-calça preta para as mulheres
Meses depois, ele abandona a Câmara e passa a mostrar suas criações no Espace Pierre Cardin, seu próprio espaço que, até hoje, divulga o trabalho de novos e conceituados artistas. “Gosto de fazer figurino de teatro e cinema muito mais do que moda, já que posso aproximar mais as pessoas. Elas conseguem enxergar aquilo bem mais de perto e por mais tempo. Sou diretor de teatro há 45 anos”, revela Cardin. Em 1960, lançou na França a primeira coleção somente com roupas masculinas não produzidas na Inglaterra, convocando universitários franceses para a apresentação.
Foto: Getty Images
Cardin foi o primeiro estilista europeu a inaugurar uma loja no Japão, em 1959
Sempre inovador, foi o primeiro estilista europeu a perceber a potência do Japão no mercado da moda. Sua primeira loja na Ásia foi aberta em 1959. Após mais de 20 anos, o estilista decide ampliar seus conhecimentos empresariais e compra uma rede de restaurantes (Maxim’s) e abre filias pelos Estados Unidos, Europa e Ásia, expandindo a marca Pierre Cardin para outros setores. Ele passou a vender perfumes, vinhos, bicicletas, produtos de cama, calculadoras. “Quando passei a colocar o meu nome em outros tipos de produtos, percebi que outras coisas eram mais importantes do que a moda. Comecei a vender sardinha, por exemplo. E uma sardinha é muito mais importante do que um frasco de perfume para quem tem fome”, diz o criador.
No começo da década de 1990, ele contava com mais de 900 produtos licenciados, espalhados por cerca de 95 países, com um império cujo faturamento ultrapassava a marca de US$ 1 bilhão em royalties. Segundo ele, a sua produção de gravatas poderia dar volta ao mundo (se amarradas umas às outras). Elas eram produzidas nas mais de 800 fábricas que levavam o nome Cardin. “Sou dono de empresas e tive uma vida extraordinária. Alguém que começou do nada e hoje tem de tudo. Não é para me exibir. Só quero que sigam o meu exemplo”, garante o empresário.
Vencedor de três Oscars da moda, Cardin recebeu, em 1991, o título de embaixador da Boa Vontade da Unesco, tornando-se ainda mais conhecido por conta da sua luta contra a Aids. Dois anos depois, o estilista perde o seu parceiro de vida e trabalho, o francês André Oliver e, daquele ano para os dias de hoje, diminuiu o ritmo de trabalho. Em 2005, colocou à venda parte de seus bens e passou a investir, ainda mais, no centro de artes. “Não quero que a minha marca morra comigo. Estou à venda para quem quiser pagar o meu preço”, avisa. De vez em quando, ele passa algumas semanas nas ruínas de seu castelo em Lacoste, no sul da França, que já foi habitado por Marquês de Sade.
Por Eduardo Diório
segunda-feira, abril 25, 2011
Pierre Cardin, aos 88, chega a SP para desfile e exposição
Pierre Cardin tem 88 anos e exibe uma vitalidade sem fim. Desembarca no Brasil neste domingo (24) com uma agenda cheia. Vai dar palestra, promover um desfile com 160 looks - o mesmo apresentado em outubro passado em Paris - e inaugurar uma exposição sobre a história da marca, que completou 60 anos em 2010, com direito à festa dia 28.
A energia desse criador, ainda à frente de seus negócios, será sentida e usufruída apenas para convidados na palestra Cardin por Cardin, dia 29, e no desfile, dia 26, ambos no Shopping Iguatemi. A apresentação faz uma retrospectiva de sua obra, cujo cunho futurista e unissex virou mania a partir dos anos 1960.
Já a exposição Pierre Cardin - Criando Moda, Revolucionando Costumes, com curadoria de Denise Mattar, terá 70 looks originais criados entre 1952 e 2010, além de fotos, croquis e acessórios. Estará aberta para o público, gratuitamente, entre os dias 29 de abril e 29 de maio. "Pierre Cardin é um artista do traço e do corte. Suas criações, ao mesmo tempo clássicas e ousadas, quase sem detalhes, com cortes precisos e atrevidos, revolucionaram a moda e os costumes. Cardin sempre esteve à frente de seu tempo", afirmou Denise.
Cardin declarou recentemente que é capaz de fazer mais de 100 desenhos em apenas uma hora e, apesar de trabalhar com equipe de cinco jovens designers em sua equipe, não confia na capacidade da juventude para inovações. "Acho que os mais novos não são maisavant-gard do que eu. Estou em plena forma", disse o estilista na época de seu desfile em Paris, que ocorreu 10 anos após sua última apresentação na capital francesa.
Confira abaixo algumas das inovações e criações promovidas no mundo fashion por este italiano (nome original Pietro Cardini, nascido em julho de 1992), que imigrou com a família de agricultores à França e que "fugiu" do campo para semear as bases de uma moda futurista e visionária em todo o mundo.
1) Nos anos 1950, foi o pioneiro em inaugurar um corner com suas criações na loja de departamentos Printemps, o que causou sua expulsão da Câmara Francesa de Alta-Costura, em 1959
2) Em 1957, apresentou sua primeira coleção completa, com 150 modelos, e abriu duas lojas. Eva, para as mulheres; Adão, para homens. Suas coleções de prêt-à-porter (ele foi um dos precursores desse tipo de produção) eram feitas pelos ateliês da maison.
3) Foi o precursor também da série de licenciamentos de produtos que levam sua assinatura, começando por gravatas. Nos anos 1980, o número chegou a 540: chocolates, camas, papel de parede e até avião, além de todos os produtos de vestir e acessórios, como jeans, óculos, relógios.
4) As inovações na moda masculina fizeram também um tipo de revolução no guarda-roupa do homem. Quem não se lembra dos ternos sem lapela que os Beatles usavam? Sim, eram criação dele. Hoje, Cardin ainda se ressente de não haver inovações para os homens. "Tem muita roupa masculina para velho. Tudo muito clássico", afirmou em entrevista ao site WWD no ano passado.
5) Nos anos 1960, foi um dos primeiros a trabalhar com tecidos feitos em fibras sintéticas e derivados do petróleo, como látex, vinil e cardine (patenteado por ele, cujas fibras recebem modelagem a quente, impedindo de se desfazer).
6) Em 1968, criou a série Cosmocorps, de estilo espacial, que marcou a década e revolucionou o modo de vestir de homens e mulheres.
7) Suas golas trabalhadas e audaciosas são uma das marcas do estilo de Pierre Cardin. "O único sem dúvida em sua profissão que ainda sabe desenhar, cortar e costurar uma roupa com suas próprias mãos', afirmou François Baudot, no livro Moda do Século.
Serviço:
Exposição: Pierre Cardin - Criando Moda Revolucionando Costumes
Idealização e Realização: Urban Jungle Art e Mix Brand Experience
Direção Geral: Kalina Bourgeois e Marco Scabia
Coordenação Geral: Renata Rocco
Curadoria: Denise Mattar
Cenografia: Guilherme Isnard
Local: Shopping Iguatemi São Paulo - Av. Brig. Faria Lima, 2232 - 9º andar
Coquetel de abertura: dia 28 de Abril às 20h para convidados
Abertura ao público: de 29 de Abril a 29 de Maio
Horário: De terça a sábado, das 12h às 21h / Domingo, das 14h às 20h
Exposição aprovada pela Lei Rouanet - Ministério da Cultura e tem o patrocínio do HSBC
Entrada Franca
Desfile: Pierre Cardin
Idealização e realização - Mix Brand Experience e Urban Jungle Art
Coleção feminina e masculina
Direção de alta-costura Pierre Cardin: Maryse Gaspard
Direção geral: Kalina Bourgeois, Marco Scabia e Renata Rocco
Coordenação e produção executiva: Prcom
Cenógrafo/ cenotécnico: Guilherme Isnard
Beleza: Studio W
Local: Shopping Iguatemi São Paulo - Av. Brig. Faria Lima, 2232 - 9º andar
Desfile: dia 26 de Abril às 20h para convidados
Palestra: Cardin por Cardin
Local: Auditório do Cinemark do Shopping Iguatemi
Dia: 29 de abril, às 11h, para 60 pessoas (convidados)
Vestido da coleção Cosmocorps, de 1968, feito com o tecido cardine, cujas fibras sintéticas não desmancham a moldagem feita à quente, como pode ser visto nas pirâmides que compõem a peça
Casaco de lã ocre traz golas grandes e poderosas: uma das marcas do estilista
Vestido de festa preto e justo, com destaque para o detalhe branco transparente que envolve e destaca a silhueta
Criação bicolor de 1982 de Pierre Cardin, que dá ênfase à gola estruturada
Calça justa, botas e colete com ombro marcado na coleção masculina de 1982
Pierre Cardin brinca com transparência no top e na saia que estão expostos no museu em Paris
Vestido azul tem corte diferenciado na lateral, deixando os braços livres
Pierre Cardin, hoje com 88 anos, ainda desenha suas criações e toma conta de todos os negócios da empresa: "Estou em plena forma"
Fotos: Divulgação
por ROSÂNGELA ESPINOSSI
http://moda.terra.com.br/noticias/0,,OI5091368-EI1119,00-Pierre+Cardin+aos+chega+a+SP+para+desfile+e+exposicao.html#tarticle
por ROSÂNGELA ESPINOSSI
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