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segunda-feira, abril 25, 2011

Tendências nos escritórios formais? Gloria Kalil comenta o que pode ir da passarela para o guarda-roupa de trabalho

Uma coisa é estar em dia com os humores da moda. Outra é levar essa preocupação para o local do trabalho; especialmente se o seu emprego exigir maiores formalidades na hora de se vestir.

Os escritórios formais têm um funcionamento à parte do calendário fashion. Lá, o que vigora é a conduta corporativa. A produção certa é aquela que chama atenção para sua capacidade profissional, não para seu decote ou para a cor da sua lingerie.

Por isso, mesmo que você seja fashion orientednas suas horas de lazer, deixe as últimas novidades das passarelas do inverno 2011 fora dos corredores da sua empresa. Veja abaixo uma lista com os modismos que só devem ser usados nas happy hours, baladas ou festas entre amigos e os que podem acompanhá-la no horário comercial.

Rendas e transparências: blusas com forro ou sobrepostas, sim; peças totalmente transparentes, que puxem para o estilo lingerie sexy, não. Rendas opacas, sim; rendas brilhantes, não.

. Couro: saia lápis pelo joelho, jaqueta, blazer, colete: podem entrar no escritório. Calça skinny, minissaia, não.
Foto: Charles Naseh

Couro: jaquetas podem entrar no escritório. Reinaldo Lourenço . inverno 2011

Peles: uma gola, sim; coletes, paletós, enfeites, deixe para a rua. Assim mesmo, prefira as falsas para não ser atacada por um membro da PETA.

Saias: pelo joelho, sim; minissaias ou longas, não.
Foto: Charles Naseh

Saia: A melhor opção são as na altura dos joelhos. Cori . inverno 2011

. Jeans: jeans escuros de corte reto, sim; os detonados, com lavagens exóticas, desbotados e com furos, não.
Foto: Charles Naseh

Jeans: escolha os escuros e de corte reto. Ellus . inverno 2011
Botas: as ankle boots ou as de cano mais longo e de salto baixo, sim. As de saltos altíssimos, as de plataformas, as de canos muito longos, as cheias de ferragens, as de esporas, não.
Foto: Charles Naseh

Botas: valem as ankle boots . Iódice . inverno 2011

Make: sempre leveBatom vinho e olho gato são bons para uma noitada.
Foto: Henrique Padilha

Make: Sempre leve, deixe os mais carregados para noitadas. Triton . inverno 2011

Por Gloria Kalil


Pele animal é usada em diversas coleções do ano; veja grifes

O ano de 2011 nem chegou à sua metade e parece estar fadado à polêmica do uso de peles verdadeiras na moda brasileira.
E ela não começou com o lançamento, no último dia 14, da coleção PeleMania da marca de acessórios Arezzo. A polêmica teve início logo nos primeiros dias de janeiro deste ano, durante os desfiles do Fashion Business, no Rio de Janeiro, em que três das principais marcas que formavam o line-up do evento, deram início a uma maratona cheia de peles que continuaria no Fashion Rio e na São Paulo Fashion Week.
Patricia Viera apostou nas peles de cabra e coelho, Carlos Miele, na de raposa e Victor Dzenk tingiu chinchilas para compor um glamouroso casaco. À época, diversos grupos de proteção aos animais demonstraram indignação e repúdio sob o princípio de que em um país tropical como o Brasil, de inverno ameno, o uso da pele foge de qualquer razoabilidade (ainda que haja um movimento das coleções serem cada vez mais universais e menos regionais).
A questão volta à pauta com a Arezzo e o uso que a marca fez de peles exóticas para confeccionar sapatos, bolsas e echarpes. O ápice se deu com um protesto virtual nas redes sociais Twitter e Facebook, chegando a ser o assunto mais comentado no microblog dia 18. No mesmo dia, a Arezzo divulgou um comunicado dizendo respeitar as opiniões e manifestações contrárias ao uso de peles exóticas, mas afirmou, no comunicado, não entender como sua responsabilidade "o debate de uma causa tão ampla e controversa". O fim da história foi a retirada das peças com peles verdadeiras, mantendo somente as sintéticas.
Na comunidade fashion. não são poucos os que julgam como 'desnecessário' o uso de peles verdadeiras. A modelo Fernanda Tavares já se posicionou a favor dos direitos dos animais diversas vezes, Gisele Bündchen também (embora sua carreira esteja marcada pela invasão do PETA, "Pessoas pelo Tratamento Ético de Animais", na sigla em inglês, em 2002). Ainda a estilista Stella McCartney é engajada no combate ao uso de pele animal.
Alternativas como as peles sintéticas ou mesmo novas formas de trabalhar com o tricô (o estilista Lucas Nascimento é exemplo e mestre nesta área) soam mais apropriadas ao Brasil.
Em região mais gélidas, onde o frio é extremo, o uso de pele verdadeira talvez consiga uma justificativa coerente. Os desfiles europeus da Burberry, Giles Deacon, Cavalli e Julien McDonald investiram nas criações com pele de animal. Foram aceitos?
Segundo uma pesquisa encomendada em 2011 pela entidade RSPCA, maior órgão de proteção animal do Reino Unido, 95% dos entrevistados responderam 'não' ao uso de peles reais.
O ponto é que o negócio de venda e criação de peles naturais é altamente rentável. Na contramão das condições climáticas, o Brasil é o segundo maior produtor de pele de chinchila no mundo. Cerca de 500 fazendas abatem quase 40 mil peles por ano. Um casaco de chinchila pode consumir 200 exemplares do bichinho e ser vendido por até U$ 70 mil.
A discussão está posta, o que já significa um passo em direção à conscientização. Talvez 2011 também fique marcado como o ano em que rumos importantes da moda tenham sido debatidos, como androginia, informação, surgimento de uma nova estética masculina, acessibilidade maior com as lojas de fast fashion). Isto é bom.

Foto: Getty Images
Burberry Prorsum teve como material pele de carneiro em seu desfile
Foto: Getty Images
E mais pele na Burberry Prorsum
Foto: AFP
A pele foi parar no detalhe da bolsa de mão da Just Cavalli
Foto: Divulgação
O desfile virtual da Ellus também teve pele, desta vez de coelho
Foto: Divulgação
Colete de pele da Ellus inverno 2011
Foto: Carlos Zambrotti/AgNews
Pele para as mulheres/bonecas de Fause Haten
Foto: Carlos Zambrotti/AgNews
Desfile de FH por Fause Haten
Foto: AFP
Giles Deacon e pele
Foto: AFP
Giles Deacon e pele
Foto: Getty Images
Desfile de Julien McDonald que levou pele verdadeira à passarela de Londres
Foto: AFP
E este look de pele, o que acha?
Foto: Marcio Madeira/Divulgação
O brasileiro Pedro Lourenço optou por pele de raposa em seu desfile em Paris
Foto: Marcio Madeira/Divulgação
Outro look de Pedro Lourenço
Foto: Carlos Zambrotti/AgNews
Reinaldo Lourenço fez gola de pelo em look todo bordado com pérolas
Foto: /Getty Images
Zac Posen é apaixonado pela silhueta feminina e jogou casaco de pele para dar elegância à sua mulher

por ALE OUGATA

quinta-feira, março 17, 2011

Balanço de tendências: veja os destaques dos desfiles internacionais de outono-inverno 2011/2012 e inspire-se

Terminado o circuito de moda internacional – que começou em Nova York, passou por Londres e Milão, até chegar em Paris – chegou o momento de rever os principais desfiles da temporada outono-inverno 2011/2012 e apostar as tendências devem conquistar os fashion addicteds.
Pesquisar e selecionar as peças, estampas e acessórios que irão dominar o próximo inverno no hemisfério norte (e que serão copiadas rapidamente – e na maior cara de pau – pelas gigantes fast fashion Zara e H&M) não é uma tarefa muito fácil. Mas graças ao inconsciente coletivo de muitas grifes já é possível ter algumas certezas.
Por exemplo, a estampa de cobra esteve presente em diversos desfiles poderosos como Prada, Valentino, Gucci, Chloé e Missoni. Grandes clássicos indispensáveis como terninhos, blazers e paletós foram revisitados e ganharam novos shapes e proporções. Agora, os ombros são largos, arredondados e bufantes… Pode dar adeus à jaquetinha com ombreiras pontudas à la Balmain.
As botas apareceram superlongas nas apresentações de Alexander McQueen, Isabel Marant, Michael Kors, Christian Dior, Diane Von Furstenberg… até que na maison Hermés o sapato virou uma peça de roupa, a calça-bota. (Veja a coleção desfilada no showroom da grife em Paris.)
Para quem tem pavor de looks all black, o outono-inverno 2011/2012 promete aquecer as fashionistas com looks brancos dos pés à cabeça. A proposta (que já havia conquistado as ruas de Paris no ano passado) apareceu nos desfiles de Isabel Marant, Chloé, Alexander McQueen, Hermès e Yves Saint Laurent. Quer mais? Calvin Klein, Christian Dior, Michael Kors, Stella McCartney e Haider Ackermann.
Como de costume, as peles (verdadeira e falsas) vieram com tudo… mas desta vez com propostas diferentes. Na Miu Miu, por exemplo, as peles apareceram em forma de cinto bem largo e um tipo de colete, que protege apenas os ombros.
As fendas vistas nos desfiles de Michael Kors, Yves Saint Laurent, Versace e Gucci prometem deixar o inverno mais quente e sexy (ui!). A estampa de bolinhas foi uma das apostas de Marc Jacobs, Stella McCartney, Lanvin, Marni e Gucci, que reinventaram a tradicional petit pois com muitas cores, diferentes tamanhos e mesclando com diversas estampas. Aliás, o mix de estampas é outra tendência confirmada. O truque de styling de combinar descombinando esteve na Prada, Missoni, Valentino e Marc by Marc Jacobs.
Confira algumas imagens de desfiles e inspire-se! Lembrando que não é porque algo está na moda que todo mundo têm que sair usando. A idéia principal de ver o que será tendência é analisar, escolher o que agrada e adaptar ao estilo, de acordo com o gosto pessoal de cada um.
Oversized: Dolce & Gabbana, Stella McCartney e Ralph Lauren
Estampa de cobra: Missoni, Chloé e Gucci
All white: Stella McCartney e Chloé
Ombros largos e bufantes: Stella McCartney e Lanvin
Mix de estampas: Chloé, Missoni e Marc by Marc Jacobs
Botas longas: Christian Dior, Michael Kors e Lanvin
Terninhos: Dolce e Gabbana e Ralph Lauren
Fendas: Michael Kors, Gucci e Versace
Bolinhas: Marc Jacobs e Gucci
Peles: Gucci e Alexander Wang

Fotos: Getty Images

Por Alline Cury