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sexta-feira, julho 08, 2011

Alta-costura francesa aposta no luxo minimalista

Fotos: Getty Images
Chanel, Dior e Elie Saab são algumas das grifes da Paris Fashion Week
Espera-se quase sempre dos desfiles de alta-costura uma profusão de brilhos, tules e tafetás, bordados mais do que luxuosos, pedraria e muito dourado. Tudo com pompa e circunstância. Claro que não faltaram vestidos de sonhos, inspirados em princesas, aliás, nas princesas modernas que têm povoado o imaginário plebeu, principalmente após o casamento real inglês. Houve espaço, porém, para transparências e brilhos e uma pegada andrógina, com terninhos, calças e paletós usados juntos ou compondo com outras peças femininas.
Mas o restrito grupo de estilistas que fazem parte da Câmara francesa de Alta-Costura, entre eles o brasileiro Gustavo Lins, apontou um caminho: o luxo atual é minimalista e sem ostentação. Dá para apostar nas velhas e manjadas frases "menos e mais", ou "a riqueza está nos detalhes". Nesses detalhes entram o que representa de verdade a alta-costura: vestidos exclusivos com acabamentos impecáveis, feitos sob medidas para as clientes endinheiradas ou para as celebridades que desfilam as criações nos tapetes vermelhos.
As silhuetas não são exageradas, apesar das ondas e da profusão de babados da Christian Dior, pela primeira vez sem John Galliano no comando. Seu sucessor interino foi Bill Gaytten, por vários anos braço direito do inglês demitido. O desfile teve aquele certo grau de dramaticidade que o mundo fashion estava acostumado, mas pelo que a crítica especializada tem dito, ainda não se chegou aos pés de Galliano, mesmo o desfile fazendo algumas referências a ícones Dior, como o tailleur Bar, do New Look.
Foi Dior também que trouxe as principais pinceladas coloridas da semana de moda parisiense de alta-costura, mas os tons dominantes foram os escuros, como preto, cinza e azul-profundo. Essas tonalidades sombrias se iluminavam com brancos e neutros. Givenchy, de Riccardo Tisci, mostrou 10 vestidos às margens do Sena, de silhueta ajustada, longos e praticamente todos brancos, menos o nude bordado, usado pela brasileira Izabel Goulart.
O estreante na semana de alta-costura Giambattista Valli também explorou branco, preto e coral, com lindos contrastes preto-e-branco, alguns em silhuetas retas e ajustadas, mas saias amplas e volumosas também fizeram parte da apresentação.
Já as tonalidades básicas e neutras claras também coloriram os desfiles, como no de Valentino, grife que se inspirou na realeza russa, com peças transparentes. E joga-se um pouco de vermelho aqui, como na própria Valentino; estampas coloridas ali, como na Dior Privé; ou fúcsia acolá, como na Chanel, além de suaves azuis bordados, de Elie Saab, e tem-se a cartela de cores.
Eterno
Aliás, Karl Lagerfeld lembrou os estilos Chanel em quase toda sua coleção, a começar pela primeira parte, com seus tailleurs de tweed, mais uma vez se provando eternos, mesmo nas versões longas. Depois, vieram os vestidos próprios para os tapetes vermelhos, com transparências, volumes estratégicos e glamour. E se teve o fúcsia, os tons principais foram os escuros e sóbrios, sempre amados por Coco Chanel.


Assim como o preto foi a cor principal de Armani Privé, com sua inspiração no Japão ¿ talvez pelo fato de o estilista participar junto a Unesco de ações para reconstrução do país após o terremoto/tsunami de março. Com muitas calças retas e jaquetas de corte oriental, o estilista italiano trabalhou com algumas dobraduras inspiradas nos origamis, e com muitas faixas Obi, dos quimonos. Estampas de cerejeiras ou de leques iluminavam a coleção, de silhueta bem seca, nada com excesso, dentro desse minimalismo tão próprio de Armani.
Plumas
Jean Paul Gaultier apostou nas penas e plumas para sua alta-costura, com peças vindas do guarda-roupa masculino, que se misturavam com profusões de tules em saias que lembravam tutu de balé. Ele levou também homens com saias às passarelas. E os tules também não ficaram de fora da coleção de Elie Saab, com seus vestidos transparentes, ricamente bordados, e com algumas saias mais esvoaçantes, mas tudo sem pecar nos exageros.


Segredo
Aliás, sem excesso também foi o desfile do tunisiano Azzedine Allaïa, e aqui nem dá para falar muito, porque depois de anos sem apresentar desfiles, ele fez uma pocket-apresentação em seu ateliê no bairro de Marais, para raros convidados. Após ter declinado do convite de substituir Galliano na Dior e ter falado mal de Anna Wintour, a diretora da Vogue América, afirmando que ela não se veste bem e que ninguém vai se lembrar dela daqui a alguns anos, Alaïa resolveu mostrar sua coleção Couture para poucos e sem fotógrafos de moda. Fica-se então, por enquanto, apenas na vontade de desvendar sua criação. Lembrando que ele foi ícone nos anos 80, com suas segundas peles e seus trabalhos em couro.

POR ROSÂNGELA ESPINOSSI

terça-feira, abril 05, 2011

H&M lança coleção sustentável de roupas

Ser sustentável está na moda, e a H&M, gigante sueca do fast-fashion, não vai deixar essa onda passar. A marca lança no dia 14 de abril a coleção Conscious Collection, com peças feitas a partir de tecidos orgânicos e reciclados.
Minimalistas, as peças vêm nas cores branco e off-white, com detalhes delicados, como discretos babados, rendas e drapeados.
Há saias e vestidos longos, calças curtas (tendência que apareceu bastante nos últimos desfiles internacionais) e t-shirts básicas.
As peças são feitas de linho e algodão orgânico, poliéster reciclado (produzido a partir da reciclagem de garrafas pet) e tencel, tecido com aspecto sedoso e com impacto ambiental mínimo. A coleção estará à venda em todas as lojas da rede pelo mundo.

Fotos: Divulgação

Fonte: MARIE CLAIRE


quinta-feira, setembro 16, 2010

De Marc Jacobs a Sarah Jessica Parker: verão é "paz e amor"

Parece que a onda hippie, inspirada nos anos 1970 vem mesmo para ficar neste e em outros verões. Flores, formas e estampas que remetem àquela época também têm dado às caras nos desfiles de Nova York. Tem muita coisa daquela época, tanto os vestidões largos, macacões frente-única, óculos redondos, chapéus e até mesmo cabelões armados. Acessórios, como os óculos redondos em algumas grifes, cabelões armados.
O estilista Marc Jacobs, que já tinha fincado o pé naquela década em sua marca principal, também levou alguns elementos setentistas para a grife mais jovem, Marc by Marc Jacobs. O clima porém era bem relaxado, de passeio e descontração para as garotas. Para os meninos, uma alfaiataria moderna, jovem.
Os cabelos continuam os mesmos, encrespados e armados, agora com chapéus de abas não muito largas. Suas meninas vêm com macacões, shorts, vestidos longos que ganham certos volumes da cintura para baixo. Nesse caso, também uma referência meio anos 1960 e seus godês herdados do New Look Dior. Flores não faltaram às estampas, que, no entanto, teve como ponto forte listras coloridas. O estilista também não se esqueceu de algumas referências militares.
Na cartela de cores, do cinza ao coral (aliás, cor já desfilada por aqui e forte lá, como se viu também na Halston, em que a consultora de estilo para a linha Heritage, Sarah Jessica Parker, compareceu com a cor até nos sapatos). A grife, que aparece em cenas de Sex in The City, mostrou a principal peça-chave da coleção de verão 2011: vestidos, curtos, médios e longos.Alguns drapeados, com perfume de túnicas gregas, outros bem ao estilo hippie.
Numa mistura de referências, a grife Rodarte, conhecida pelo estilo folk e feito à mão de suas tramas, também levou algumas peças meio ¿paz e amor¿ à passarela, em que estampa e bordado se harmonizavam, como se um fosse continuação do outro. As estampas foram um show à parte, além de florais, várias delas, em tecidos estruturados, imitavam madeira. As irmãs Kate e Laura Mulleavy, cuja marca está entre as mais queridas das celebridades, também apresentaram um patchwork de estampas ¿ de xadrezes a listras - e de tecidos ¿ fluidos e mais pesados. Ah, mas anotem: todas as cinturas estão no lugar e bem marcadas.

Foto: AFP
Sarah Jessica Parker chega ao desfile de vestido fluido com estampa de flores, bem ao estilo hippie
Foto: Getty Images
Macacão listrado com pernas mais larguinhas e faixa marcando a cintura no desfile de Mac by Marc Jacobs
Foto: Seth Wenig/AP
Macacão estampado com cintura marcada no desfile de Mac by Marc Jacobs
Foto: Seth Wenig/AP
Vestido coral estampado soltinho com ombro marcado: Marc by Marc Jacobs
Foto: Seth Wenig/AP

Vestido fluido e amplo, com estampa minimalista e muito feminina, apresentado no mesmo desfile

Foto: Seth Wenig/AP
Outra opção de macacão, dessa vez bem largo, soltinho, de Marc by Marc Jacobs




por ROSÂNGELA ESPINOSSI

Básica ou Minimalista

Parece que é a mesma coisa, mas tem diferença, sabia!?! Algumas mulheres gostam de se vestir de um jeito mais básico e algumas mulheres curtem a estética minimalista. Cofuso? Funciona mais ou menos assim:
O visual básico está relacionado à simplicidade, é o “jeans + camiseta” e a falta de detalhes, de acessórios, ou de cores tem mais a ver com praticidade (e algumas vezes com o medo de errar). A mulher básica precisa tomar cuidado pra não ficar sem graça, mas tem jeito de ser muito interessante e ainda assim básica. Coordenar cores de uma forma mais original já ajuda muito, texturas também. Ela pode prestar atenção na hora de comprar peças e escolher as que já tenham interessâncias em si pra daí ser mais prático e simples se vestir de um jeito não sem-graça!

Já o minimalismo tem relação com uma estética que apareceu nas artes-plásticas, na literatura, no design e várias outras manifestações artísticas na segunda metade do século passado. É tudo muito limpo, em cores neutras ou até sem cores, mas tem forma e a forma é muito importante, porque o minimalismo se apoia na geometria. É como se pudesse ser só forma, reduzida ao mínimo… Isso quer dizer sem maquiagem (ou maquiagem que parece uma não-maquiagem) sem volume no cabelo, sem textura, sem acessório.


Acontece que na vida real a gente vê mais mulheres básicas andando por aí. E elas até pode usar peças “minimalistas”, mas mulheres minimalistas são mais fáceis de serem encontradas nas passarelas, mesmo!



sábado, setembro 11, 2010

Desfiles em Nova York investem no minimalismo chique

Os desfiles de Nova York, que começaram na última quinta (9), mesmo sem ainda contar com as marcas mais consagradas, começam a delinear as propostas de verão 2011 para o Hemisfério Norte. E o que está se vendo na maioria dos desfiles é um apelo ao minimalismo anos 1990, mas com uma pegada chique, em cores sóbrias e tecidos transparentes ou mais brilhosos e encorpados.
Branco, cinza, bege e preto são cores bastantes vistas nas passarelas, que se misturam com alguns tons de amarelos, vermelho, coral e azuis. As modelagens vêm retas, sem excessos, com sobreposições leves. Mas num outro extremo, para quem não passa sem um vestido esvoaçante ou com muito tecido para festas, também há opções. Em linhas gerais, porém, as formas mais contidas e sem excessos estão se impondo.
Há longos, e aí estão os modelos mais esvoaçantes e amplos, apesar de surgirem também nas versões retas. E os curtos ainda predominam, como já se tem visto há algumas temporadas. Esperemos para ver marcas como Marc Jacobs, Donna Karan e Calvin Klein veem o próximo verão.


Branco é uma das cores fortes para o verão americano de 2011: de Nicholas K

Saia dourada de cintura marcada faz par com blusa azul de Ruffian: elegância fina


Preto e nude foram os tons escolhidos por Richard Chai para esse look de linhas limpas


Richard Chai trabalha com um minimalismo em pegada mais sportswear, bem anos 90


O dourado do vestido seco e longo é uma das propostas de verão da grife Ruffian


Sobreposição transparente nas blusas tipo camiseta usadas com calça ampla de Richard Chai


Longos também aparecem com modelagem ampla, como nessa opção de Christian Siriano


Christian Siriano também propõe peças mais secas, como esse vestido curto e justo


Curto e levemente seco é o vestido da grife BCBG Max Azria para o verão 2011


Longo branco sem excesso algum é sugestão para o verão da grife BCBG Max Azria


O longo da grife BCBG Max Azria tem linhas limpas e vem num cinza-claro


O amarelo longo e transparente da Edition by Georges Chakra é levemente esvoaçante


O drapeado prata é opção da grife Edition by Georges Chakra: sem volumes


fotos: Getty Images

por ROSÂNGELA ESPINOSSI

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