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segunda-feira, janeiro 23, 2012

Blazer, jaqueta e colete ganham versões menos caretas no SPFW

Com poucas coleções voltadas aos rapazes, seja em desfiles exclusivamente masculinos ou em apresentações mistas, a moda para homens fica em segundo plano no São Paulo Fashion Week, o que faz com que se questione se o que está sendo apresentado tem capacidade de influenciar de fato os brasileiros.
De qualquer forma, certos detalhes, formas, cores e comprimentos podem servir de inspiração para marcas que não se apresentam no evento, e assim podemos avançar dentro das possibilidades do que é usável fora das passarelas.
 
Entre as apostas para os homens estão novas versões de blazer e coletes, que padronagens ou modelagens diferentes.
 
Entenda o que mudou na moda masculina para que ela se tornasse mais interessante para o Inverno 2012.
 Blazer mais curto
A Ellus trouxe em sua coleção uma tendência internacional que é o comprimento mais curto do blazer, mais próximo da jaqueta, o que deixa a peça mais esportiva. A atenção aos detalhes também faz diferença, com o corte levemente cinturado, mas sem exageros, a lapela que recebe destaque com tecido brilhante, como no clássico smoking e no abotoamento feito com um único botão
 Blazer com cara de jaqueta
Substituir o botão pelo zíper para fechar o blazer foi uma das soluções encontradas para deixá-lo menos careta. A boa ideia de Mario Queiroz foi esconder o fechamento , fazendo com que ficasse com cara de jaqueta
 Jaqueta com padrão xadrez
A jaqueta aviador não é novidade. Se você já tem uma, é bem provável que não precise comprar outra. Mas, ao mesmo tempo, há a necessidade do novo que alimenta o mercado. A solução da Ellus foi usar lã xadrez em vez dos usuais couro ou nylon preto e marrom. Isso abre várias possibilidades interessantes para empregar outros padrões e tecidos
  Perfecto mais longa
Esqueça a cor forte da jaqueta perfecto apresentada no desfile da Ellus. A novidade está no comprimento mais longo (e um pouco mais curto que um paletó), que ajuda a evitar o aspecto estufado do modelo tradicional que é fechado na cintura
Colete com lapela
O colete se tornou uma peça coringa no guarda-roupa masculino, especialmente no dos mais jovens. Para o inverno não tão rigoroso do Brasil, Mario Queiroz apresentou um modelo com lapela, que pode ser usado com camisa e sem paletó, numa versão casual e descolada
 
Fotos: Reprodução
 
 Ricardo Oliveros
Do UOL, em São Paulo 

quarta-feira, junho 15, 2011

Mario Queiroz faz moda "joãozinho", com boa pegada feminina no SPFW Verão 2012

Mario Queiroz, que pulou a edição passada da SPFW, apresentou sua coleção de verão 2012 também com peças femininas na tarde desta quarta-feira (15) durante a São Paulo Fashion Week, na Bienal. Foram 13 para as mulheres e 14 para os meninos. Lançando mão da alfaiataria e dos tecidos tradicionais do universo masculino, que ele domina tão bem, Mario colocou suas mulheres de calças compridas e larguinhas, macacões, camisas, jaquetinhas curtas e paletós par a par com seus homens. Ou seja, se não fosse pelos detalhes e pelas formas levemente mais "mulherzinhas", dava para dizer que as roupas eram as mesmas, apenas vestidos pelo namorado ou pela namorada.
Algumas peças eram isso mesmo, como os dois macacões que abriram o desfile, com a parte de baixo risca-de-giz e a de cima, um tipo de camisa branca. A modelo Isabel Hickmann, com seu cabelo joãozinho, deu o recado desse universo que Mario Queiroz quis mostrar e que está tão na moda hoje. Afinal, essa atitude meio andrógina tem ditado tendências no mundo fashion e comportamental.
Mas o interessante é que com calças tipo pantalona e blusas e casacos com inspiração nos quimonos, várias das peças das mulheres eram, sim, bem femininas, apesar dos tons sóbrios - preto, branco, cinza, prateado e dourado, das peças, e dessa pegada masculina. Por outro lado, no começo da apresentação, a sensação era de que Mario tinha encaretado um pouco seu público masculino.
Depois, isso passou com os tecidos resinados em relevo e em jacquard. O estilista, que disse ao Terra que "tecido não tem sexo", provou sua teoria com os jacquards brilhantes para homens e mulheres. O mesmo também para as estampas, que vinham em jacquard com o desenho da silhueta das cidades. "Me inspirei nos anos 30, quando as mulheres começaram a se vestir como homens e também quando esse skyline das metrópoles começou a se desenhar", contou. Resultado: vai sim agradar suas clientes que, nesses 16 anos de existência da marca, pediam roupas também para mulheres e acabavam comprando para uso próprio peças da coleção masculina.
A grife do estilista Mario Queiroz entrou na passarela da SPFW nesta quarta-feira
Mario Queiroz agradece ao público

Fotos: Roberto Filho/AgNews
por ROSÂNGELA ESPINOSSI