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domingo, abril 17, 2011

Dragão Fashion Brasil - Day 5

Última dia da semana de moda cearense teve tops na passarela e encerramento com desfile de Lino Villaventura

Foto: Divulgação

Dragão Fashion Brasil encerra 12ª edição com tops e oito desfiles


Terminou na noite de ontem (16/4) a 12ª edição do Dragão Fashion Brasil (DFB), a semana de moda cearense, que contou com a participação de mais de 30 grifes desfilando suas coleções de inverno 2011. Considerado, atualmente, o evento mais importante da região, a atração está na lista dos impulsionadores do mercado fashion no país, principalmente por mostrar ao mundo um pouco da riqueza (e quantidade) de matéria-prima diversificada do Brasil e desenvolver roupas dos mais variados desenhos. “O preconceito que era enraizado na mente do brasileiro em relação a esse tipo de trabalho, principalmente o artesanal, diminui a cada dia. Precisamos valorizar o que é nosso”, conta Claudio Silveira, idealizador do DFB.
Mas não é somente de trabalho artesanal que move os cinco dias de apresentações. Ontem, oito marcas mostraram suas criações, mesclando o trabalho industrial com o manual. A primeira grife a desfilar foi a Rommanel, que contou com a participação da modelo e apresentadora Ana Hickmann, como garota-propaganda da empresa de joias. “Todas as peças têm inspiração entre o contraste da simplicidade da natureza com o luxo das pedras preciosas”, revela a loira. Na passarela, muita esmeralda, rubi e safira.
Na sequência, outra top na passarela: Mariana Weickert, modelo oficial da fast fashion Riachuelo. A loja dividiu a apresentação em três partes. No início, o xadrez reinou nas camisas e bermudas dos meninos, que também surgiram com jardineiras repaginadas e um toque de universo nerd. Na segunda parte, o fetiche chamou a atenção e as modelos vestiam saia-lápis de borracha e couro, body transparente e muito brilho, tudo na cartela de cores escura. Para finalizar o desfile que parecia não ter fim, o streetwear veio no jeans, nas jaquetas de moletom e nos trajes de montaria. Mariana conversou com o iG Moda e não vê problema algum em ter seu nome associado à uma marca popular. “Já deixei o meu rosto estampado em tantas grifes mundialmente conhecidas. Não vejo motivo de não ter aceitado essa proposta. É um preconceito bobo”, afirma.
Já a marca masculina Skyler mostrou sua coleção inverno 2011 inspirada na década de 1980, principalmente no beisebol, com modelos suados usando polos, bermudas cargo e camisetas com aplicações. Alysson Aragão, por sua vez, levou ao DFB a visão dele em relação ao universo do diretor de cinema espanhol Pedro Almodóvar. O vermelho foi o tom chave dos vestidos de festa, que surgiram em rendas, brocados, musseline e organza. É a típica coleção da mulher que gosta de brilhar (muito). Assim como Delfrance Ribeiro, que teve a plateia lotada de socialites de Fortaleza para aplaudir as criações desenvolvidas por ele, com cores excêntricas, volumes, plissados e babados.
Vitorino Campos, no entanto, resolveu andar na direção contrária e simplificar sua coleção. “O objetivo é eliminar ao máximo as costuras e não pesar a mão.” Ele investiu nas diferentes bases da seda, como palha, organza e cetim, e colocou na passarela vestidos ajustados acima dos joelhos e blusas levemente soltas. A Tchibi também seguiu nessa linha e mostrou que é possível um trabalho artesanal, como o tricô, ter o público jovem como alvo de consumo. Meninos e meninas vestiam camisetas, maxi blusas com gola canoa e calças que tiveram intervenções manuais, que demoraram até uma semana para ficarem prontas.
E para encerrar a 12ª edição do DFB, Lino Villaventura apresentou a coleção já vista na edição de inverno 2011 do São Paulo Fashion Week, que conta com um trabalho artesanal exemplar, com peças franzidas, torcidas, nervuradas ou plissadas. O destaque fica para os vestidos de couro e veludo, com matelassê trabalhado. Na cartela de cores, branco e preto predominaram grande parte da atração. As modelos encararam o espírito Lino Villaventura de criar suas peças e mantiveram o carão do começo ao fim do desfile. Impossível terminar a temporada de moda cearense de forma melhor. Veja os destaques do último dia do DFB:
Rommanel, que tem Ana Hickmann como garota-propaganda, inspirou-se na natureza e nas pedras preciosas para criar coleção de joias
Riachuelo passeou por vários caminhos, entre eles o universo nerd, com óculos e camisa xadrez
Riachuelo fez desfile com a top Mariana Weickert, a musa da marca em 2011
Skyler inspirou-se no beisebol para criar coleção de inverno, com muitas polos, bermudas cargo e camisetas estampadas
Delfrance Ribeiro encerrou a apresentação com uma noiva na passarela
Alysson Aragão buscou inspiração nos filmes de Almodóvar para criar as peças. Vermelho é a cor principal da coleção
Vitorino de Campos preparou coleção minimalista e pretende eliminar ao máximo o número de costuras na peça
Tchibi fez do trabalho manual uma moda urbana e criou vestidos e blusões para seus clientes

Fotos: Divulgação

Por Eduardo Diório


Artesanato industrializado é destaque na semana de moda de Fortaleza

Detalhe de vestido do estilista Kallil Nepomuceno apresentado no Dragão Fashion Brasil 2011 (14/04/2011)

Os trabalhos manuais marcam a cultura do nordeste, pelo domínio de técnicas e riqueza de detalhes. Novas tecnologias, no entanto, têm possibilitado que o ofício seja reproduzido industrialmente. Foi assim que o estilista Kallil Nepomuceno criou sua coleção de moda festa, destaque da programação desta quinta-feira (14) do Dragão Fashion Brasil, principal semana de moda da região.

A ideia inicial de Nepomuceno era confeccionar toda a coleção manualmente, trabalhando-a em cima do richelieu (tipo de bordado). Mas não teve tempo hábil para o trabalho, por aguardar um patrocínio que não se concretizou.

Assim, o estilista partiu para as facilidades industriais, com peças cortadas a laser e bordados gerados a partir de desenhos computadorizados. E lá surgiram flores vazadas, tecidos revelando sobreposições Para completar os trabalhos, bordou à mão algumas peças.
Modelos desfilam looks com trabalho artesanal do estilista Kallil Nepomuceno no Dragão Fashion Brasil (14/04/2011)

“A gente tem que resgatar esses trabalhos manuais”, acredita Nepomuceno. Seu interesse pelo artesanato, disse, veio da família. “Minha avó fazia alta-costura, herdei isso um pouco dela”, contou. Ele costuma se lembrar de uma frase dita por ela: “se foi feito por mãos humanas, eu consigo fazer”, como inspiração para aperfeiçoar o artesanato em sua moda. A colaboração familiar, aliás, não fica restrita ao passado. Duas de suas irmãs são responsáveis por desenvolver os bordados de cada coleção.

  • Jarbas Oliveira/UOL
    Barbara Berger desfila look do estilista Kallil Nepomuceno durante o Dragão Fashion (14/04/2011)
O estilista, de 40 anos e com formação em letras, começou a mexer com corte e costura ainda na adolescência. “Desde os 15 anos já fazia roupa para as amigas”, disse. Três anos depois, passou a trabalhar em indústrias de confecção no Estado.

Nova coleção
Para os 35 looks apresentados no Dragão, Nepomuceno olhou para o trabalho do artista plástico cearense Sérgio Helle, em suas quatro fases. Do portfolio, pinçou sua cartela de cores, focada em tons terrosos pontuados pelo azul.


O estilista se apropriou de maneira mais literal do trabalho de Helle por meio de telas estampadas com pinturas do artista, como dois lenços gigantes formando uma saia em alguns looks. A modelagem é estruturada na maioria das peças, com bolsos, ombros ou saias marcadas.

Além de Kallil Nepomuceno, destaque para o desfile da marca de Piorski, que mostrou coleção divertida inspirada no universo do circo, marcada pelo mix de estampas.

Por FERNANDA SCHIMIDT

sábado, abril 16, 2011

Dragão Fashion Brasil - Day 4

Penúltimo dia de desfiles em Fortaleza teve Dona Florinda e Walério Araújo, mas o destaque veio da Bahia, na coleção de Didara

Foto: Divulgação

A grife baiana Didara se destacou no quarto dia do Dragão Fashion Brasil


O penúltimo dia (15/4) do Dragão Fashion Brasil (DFB), em Fortaleza, começou morno de público, porém rico no trabalho manual. Mesmo com grifes já conhecidas nacionalmente no line up, como Dona Florinda e Walério Araújo, o destaque do dia foi para a baiana Didara, com Goya Lopes e Jorge Nascimento produzindo peças e acessórios, respectivamente. A seda tingida tem trabalho primoroso e a história por trás da construção das peças tem a ver com a conexão entra Brasil e África. Inspirações que, principalmente, o pessoal do nordeste gosta de fazer e que o resultado do trabalho, na maioria das vezes, acaba sendo maravilhoso.
O mineiro Ronaldo Silvestre abriu o quarto dia da semana de moda cearense. Até a coleção passada, o foco do designer era produzir peças para sua clientela feminina. Para o inverno 2011 as coisas mudaram. “Resolvi me empenhar no público masculino e, agora, cerca de 90% da minha criação é voltada aos homens. E a ideia é continuar assim para sempre”, garante. O jeans lavado e desgastado, por exemplo, surgiu na versão skinny. Os shorts são de alfaiataria e passeiam pelas vertentes do preto, com o roxo e cinza. Vale lembrar o empenho da sustentabilidade na produção de Silvestre. “Trabalho muito com tecidos ecológicos, reciclados e com tingimentos naturais”, revela.
Quem usou a mesma técnica, porém na seda, foi a grife Didara, que conta com a criação dos baianos Goya Lopes e Jorge Nascimento. Ela é responsável pelo shape soltinho das criações e também pela primorosa estamparia. “Conectei África e Bahia na mesma coleção e deu certo”, diz Goya. Os vestidões maxi na parte de cima e justos nos pés atrapalharam o ritmo do desfile, já que as modelos não conseguiam dar passos largos. Na cartela de cores, a marca aposta nos tons alegres. É roupa com cara de Bahia sem ser caricata. Já Nascimento, que comanda a parte de acessórios, fez as bolsas carteiro e os colares com fibra natural, no mesmo tom das roupas.
A terceira grife a desfilar foi da artesã Helen Hödel, especializada no tricô. “Demoro muito mais produzindo as peças manualmente e, sendo assim, meus números de produção são bem menores do que as grifes industriais. Só que, dessa forma, minha cabeça desenvolve muito mais e as inspirações surgem nesses momentos”, conta. Ela apresentou inovadores trabalhos de crochê e tricô, como macacões, hot pants e blusas que ganharam (nas costas) aplicação de madeira que imitava a coluna vertebral. Depois de Helen, quem desfilou foi a grife Dona Florinda, que mostrou uma coleção totalmente comercial, bem na linha fast fashion. Com o tema inspiração ‘Hot Like Mexico’, foi visto bota cowboy em quase todos os looks, muita estampa com cores pesadas e uma pegada faroeste, que mais tinha cara de verão do que inverno.
Quente como o México também foi a apresentação de Weider Silveiro, que levou o sertão pernambucano para a passarela cearense. Batizada de ‘Vaqueiros góticos’, o profissional desenvolveu malhas dubladas que davam volume nos quadris e que se misturavam com couro sintético. O preto foi a cor base para Silveiro desenvolver o seu trabalho, assim como Walério Araújo, que encerrou a noite de desfiles do penúltimo dia do DFB com a coleção ‘Luto’, a mesma apresentada na Casa de Criadores, em São Paulo, e no Moda Recife. . “Tenho certeza que minha coleção não é vulgar, é sensual.” No fim da apresentação, o estilista entrou, desfilou e, como sempre, sambou. E foi aplaudido de pé.
O mineiro Ronaldo Silvestre abriu o quarto dia de desfiles mostrando moda masculina
Look para o inverno 2011 de Ronaldo Silvestre
A grife baiana Didara se destacou na quarta noite do DFB, com estamparia colorida e silhueta solta
A grife Didara tem na criação os baianos Goya Lopes e Jorge Nascimento, que assina os acessórios
A artesã Helen Hödel apresentou cuidadoso trabalho no tricô
Helen fez macacões, hot pants e blusas que ganharam (nas costas) aplicação de madeira que imitava a coluna vertebral
Dona Florinda, grife conhecida nacionalmente, trouxe coleção mais comercial inspirada no México
O colorido intenso da cultura mexicana apareceu na passarela da Dona Florinda
Weider Silveiro levou o sertão pernambucano para a passarela cearense
Weider Silveiro batizou sua coleção `Vaqueiros góticos' e usou o preto como base da proposta
Walério Araújo encerrou a noite a coleção 'Luto', já apresentada na Casa de Criadore
Rendas, tules e tafetás, grande parte no preto, puderam ser vistos em quase todas as peças de Walério Araújo
Fotos: Divulgação
Por Eduardo Diório

sexta-feira, abril 15, 2011

Dragão Fashion Brasil - Day 3

Coleções conceituais e moda sustentável deram o tom do terceiro dia de desfiles em Fortaleza (CE)

Foto: Divulgação

Kallil Nepomuceno foi aplaudido de pé pelos convidados


No terceiro dia de Dragão Fashion Brasil (DFB), a semana de moda cearense e a maior da região,  seis marcas apresentaram suas coleções de inverno 2011. As apresentações desta quinta-feira (14/4) comprovam que o Nordeste também acolhe estilistas que desenvolvem trabalhos direcionados a um público que gosta de consumir uma moda mais autoral. Foi o caso do estilista , que encerrou a noite aplaudido de pé, ao apresentar coleção inspirada no filme ‘Cisne Negro’. A proposta mesclou tecnologia (nos recortes dos vestidões) com conceitos de artesanato, que apareceram em quase todos os looks. Destaque para o uso de moulage e corselets. A técnica aprimorada de Nepomuceno demonstra que ele stá preparado para enfrentar as passarelas mais importantes do País.
Quem abriu a noite foi a grife Matias, que apresentou uma moda sustentável e moderna, com plásticos coloridos que tomaram o lugar do tecido em grande parte dos figurinos, surgindo em bolsos dos vestidos ou na parte de trás das costas de capas bem pesadas. Com música de Milton Nascimento, o desfile emocionou os convidados, que também ficaram surpresos com a qualidade de acabamento das peças. O padrão de qualidade  que tem sido visto no Dragão, não só no desfile da Matias, mas na maioria das coleções apresentadas até agora, pode ser considerado de primeiro escalão da turma da moda. Para fechar a coleção de inverno de Matias, destaque para os boleirinhos que imitam palha. Puro charme!
A grife Joiola inspirou-se nos cipós das florestas e preparou uma apresentação correta e direcionada ao público jovem feminino. As saias bem longas e fluidas, que já estão em alta em todo o Brasil, apareceram em vários momentos e fizeram par com batas que contavam com aplicações douradas (a cor, por sinal, é uma das prediletas entre os estilistas do DFB). As fibras naturais surgiram em grande parte dos looks, que neutralizavam os jeans marmorizados das saias e calças. No caminho inverso, a MarcusSoon, da dupla Marcus Marquetti e Sang Soon Kim, buscou inspiração no universo do balé e fez apresentação performática. As modelos faziam caras e poses para os fotógrafos. Valeu a tentativa! A tendência de ombros e mangas volumosas, se depender dos criadores, vai continuar nos próximos meses. O destaque da apresentação fica para o pesado vestido com flores acobreadas, que ficou lindo com um sapato oxford preto.
Já a Sis Couture misturou tule, renda e shantung de seda na mesma peça e, aparentemente, deu certo. Os curtos desestruturados dividiram a cena com os vestidos longos drapeados no rosê. Na passarela, o resultado agradou, com a apresentação de opções que podem ser usadas em diversas situações – desde um jantar de negócios até uma festa elegante. No caso da Piorski, fica um pouco mais difícil adaptar as peças para todas as ocasiões. Inspirada no universo do circo, teve muito brilho e um cheiro de vintage no ar. Paetês, lurex e tons vibrantes foram os ingredientes. Confira as fotos dos desfiles do DFB de quinta-feira:
Joiola caprichou nas saias longas e leves.O visual anos 70 permaneceu durante quase toda a apresentação
Joiola colocou na passarela do DFB um jeans marmorizado que contrastou com blusas de fibras naturais
Marcus Soon é a grife da dupla Marcus Marquetti e Sang Soon Kim, que apostou em muito brilho e volume nos ombros
Matias colocou na passarela vestidos com bolsos coloridos de plástico aplicados nas laterais da peça
Matias preparou um bolero que ao vivo dava a impressão de que era feito totalmente de palha A peça é linda e ideal para as mudanças rápidas
Piorski fez coleção performática inspirada no universo circense
Piorski não economizou nos brilhos e paetês
Sis Couture apresentou diversos modelos de vestidos. A cartela de cores passeava pelos tons mais claros
Sis Couture colocou faixa abaixo dos seios em alguns modelos, que, dependendo da altura da mulher, pode ajudar ou atrapalhar
Sis Couture também apostou nas mangas e ombros trabalhados
Kallil Nepomuceno apresentou sais (curtas e longas) com recortes a laser
Destaque para as aplicações no vestido de Kallil Nepomuceno

Fotos: Divulgação

Por Eduardo Diório