Quando chega a vez de Fause Haten desfilar suas ideias na SPFW, o jornalistas logo pensam: "o que será que ela vai aprontar desta vez? Será que vai cantar, dançar, interpretar?". A pergunta é respondida assim que inicia sua apresentação e às vezes até antes, no backstage. Na noite desta sexta-feira (17), Fause Haten resolveu mostrar o seu lado poeta. O estilista apresentou suas modelos com vendas nos olhos, precisando ser conduzidas para desfilar.
Na passarela, unicórnio, pata de elefante, baú, caixinha de música, bailarinas, penteadeiras e colunas espelhadas, no fundo modelos vendadas com máscaras brancas de dormir, na trilha a poesia escrita por Fause e o barulhinho das caixinhas musicais.
No figurino, vestidos transparentes, brilho em camisolas, longos, botas brancas com canos altíssimos, couro e tule. Flores recortadas são conduzidas pelo estilista e sua equipe pelos caminhos tortuosos da passarela. Roupas que são folhas de caderno em branco e como pede o poema de Fause "podem e devem ser coloridas (...) cubra de folhas, só não revele o seu sexo". Os fragmentos se tornam literais no vestido amarelo, na estampa de folha, no verde e no rosa. Os materiais em destaque das peças são couro, renda, cristal e volumes das golas e no quadril sino.
Dado momento, Fause pede silêncio, é hora de acordar as modelos que retiram as máscaras e voltam ao mundo.





















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