A segunda marca a apresentar sua coleção nesta segunda-feira (13) durante a SPFW, Tufi Duek desenvolveu seu verão 2012 a partir da arte tribal indígena. A problemática enfrentada pela invasão do tecnologico frente à cultura dos índios brasileiros foi traduzida em liguagem de moda por Eduardo Pombal, estilista da marca. Então, o plástico industrial aparece reciclado trazendo luz para as peças da coleção ou então o látex que surge em saias e vestidos com volume, que remete ao formato das ocas.
Outros elementos que fazem a intersecção entre moda e o tema da inspiração são criados pelos acessórios de paetê preto fosco que postos nos braços e coxas das modelos mimetizavam pinturas corporais. Ainda, algumas modelos tiveram suas franjas cortadas de maneira que lembrasse o corte típico das mulheres indígenas, a famosa franja de índio. Canutilhos aplicados às saias também passavam este efeito de franjado.
Um ar de brasilidade ocorria em detalhes como a fitinha em verde e amarelo na costura da saia ou o forro verde do vestido preto.
Comprimento curto, costas desnudadas, tops estruturados, tangas desestruturadas e missangas que atuam para revelar ou esconder a pele da mulher que veste Tufi Duek formam o jogo de contrapontos da coleção.
A trilha elaborada pelo esperto Max Blum misturou sons minimalistas aos sons inspirados pelas águas do rio Amazonas. É o Brasil desnudado pelos olhos de Eduardo Pombal.
Eduardo Pombal, diretor criativo da grife, optou por uma temática bem brasileira para a coleção primavera/verão 2012
A grife Tufi Duek entrou na passarela com peças elaboradas com estampas digitais e recortes geométricos
A grife foi a segunda a desfilar no primeiro dia da SPFW
Desfile da grife Tufi Duek na SPFW
Fotos: Ricardo Matsukawa/Terra
por ALE OUGATA














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