A calvície genética é um problema que incomoda muitos homens e até mulheres. Para nós, do sexo masculino, o aviso do futuro calvo pode estar presente na perda de cabelo do pai ou dos irmãos, mas já existem muitas alternativas para minimizar esta perda contínua de cabelos, e uma delas ficou conhecida como a técnica do fio longo.
Este tratamento é uma evolução das técnicas de implante capilar. Com o avanço da medicina e dos processos de cirurgia estética, esta técnica promete deixar o paciente com uma aparência perto do ideal, longe daqueles implantes artificiais de dez anos atrás.
A preocupação com os cabelos não é uma questão atual, mas a utilização de perucas e de truques para realçar a beleza dos fios demanda do antigo Egito. Hoje a principal preocupação está em torno da naturalidade e, por este motivo, perucas e implantes grosseiros não agradam mais aos pacientes.
Para o cirurgião plástico Mauro Speranzini, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica e um dos especialistas na técnica do fio longo no Brasil, este procedimento é o padrão atual em casos de cirurgia para transplante capilar. "O transplante capilar com unidades foliculares é o padrão de hoje. Os fios são transferidos para a área calva com a mesma disposição do local de origem e assim o resultado é o mais natural possível", afirmou.
Para se entender melhor esta evolução, é preciso compreender que os fios nascem no couro cabeludo em grupos: três, dois e apenas um fio. Estes grupos são chamados de unidades foliculares. Nos primórdios da cirurgia capilar (décadas de 1950, 60, 70 e parte dos anos 80) o procedimento era muito rudimentar e os fios eram transferidos em grupos de até 30 fios. Isso gerava resultados artificiais, conhecidos como cabelo de boneca. Na técnica atual, afirma o médico, os fios podem ser inseridos até individualmente. "Com a técnica do fio longo, são criados orifícios na área receptora (com agulhas ou micro-lâminas), onde são inseridos os fios de cabelo em grupos de uma unidade, duas ou três", disse.
A técnica do fio-longo ganhou notoriedade e este nome específico por utilizar o fio em seu comprimento natural, ao contrário das técnicas anteriores. Tradicionalmente, transplantavam-se fios que são raspados ou deixados com apenas alguns milímetros de comprimento.
Desta forma, se você deseja realizar um transplante capilar, não precisará se preocupar em cortar o cabelo e mudar o visual para disfarçar a cirurgia. Mas é importante lembrar que o transplante de fios deve ser feito usando os cabelos do próprio paciente, pois é necessária uma compatibilidade genética entre o doador e receptor. Em alguns casos, a doação pode ser realizada por um irmão gêmeo idêntico, algo muito raro de acontecer.
Números sobre a calvície
Os números da literatura médica são impressionantes: a partir dos 15 anos de idade, mais de 50% dos homens já começam a apresentar sinais de alopecia (perda de cabelos). Cerca de 90% desses apresentam sérios problemas de calvície ao ultrapassarem os 40 anos. Os graus são variados. Em alguns casos, o tratamento clínico é capaz de conter a queda e até reverter o quadro. No entanto, em situações mais agudas, a única alternativa é a intervenção cirúrgica, através do transplante capilar.
por Fábio Santos
foto: Getty Images

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